Reprodução humana

Reprodução humana

Reprodução humana (Dr Marcus Bessa)
Programa: Tarde Livre

 
Repórter: Alguns homens confundem infertilidade com impotência não é?
Dr Marcus: Há sim uma certa confusão entre ser fértil ou ter uma capacidade sexual de ereção. São vias bem distintas, o homem pode ser infértil e conseguir ter uma capacidade sexual normal, e o contrário, ele pode ter impotência e não ter o sêmen infértil. Então são vias distintas e é preciso esclarecer. O preconceito sempre existiu e sempre vai existir, mas têm diminuído, as pessoas tem aceitado melhor buscar ajuda médica para o tratamento de reprodução quando o comprometimento é masculino ou quando não se sabe a origem da infertilidade.
Repórter: Na questão do uso do anticoncepcional, chegaram questões a respeito de quando parar, muitas mulheres querem parar de usar o anticoncepcional pra começar o planejamento familiar, ou mesmo porque já ouviram falar que o uso prolongado desse anticoncepcional depois dos 40, pode trazer problemas cardíacos ou outros problemas que não envolvem o aparelho reprodutor. O que há de verdadeiro e de falso nesse questionamento?
Dr Marcus: Realmente é fato que depois dos 40, há uma mudança no perfil ideal do anticonceptivos, porque após os 40 anos a mulher passa ter um aumento do risco cardiovascular, a incidência de diabetes se faz mais presente, então tomar pílula anticoncepcional aos 20 é uma coisa e aos 43 anos é outra coisa. Então a gente tende a, naquelas mulheres acima dos 40 anos, primeiro usar métodos sem estrogênio de preferia só com progesterona.
Repórter: Que seriam?
Dr Marcos: As pílulas de progesterona, a progesterona isolada, o DIU de progesterona é outra alternativa, o implante então são aqueles métodos só de um hormônio. Existe pílulas de estrogênio, quer dizer combinadas,que tem uma dose muito baixa de estrogênio passiveis de uso nesse período. Existem pílulas com estrogênio natural, combinadas com progesterona cujo o estrogênio é o natural. Então menor risco de tromboembolismo, menor riscos de varizes, menor risco cardiovascular. A verdade é que evita-se o uso de método com estrogênio ou com dose altas de estrogênio após os 40 ano. Vale reforçar que se essa mulher é fumante ela está absolutamente contra indicado o uso de métodos que tenha o estrogênio, porque a associação do fumo com o estrógeno aumenta em muito o risco cardiovascular dessa paciente.
Repórter: Uma pergunta relacionada a gravidez: Fiz ultrassom e deu pra escutar o coração, o médico disse que estava tudo bem, já tive filhos mas como já tive abortos, quatro abortos anteriormente e tenho 40 anos, não estou muito segura, não estou sangrando mais eu tenho dores na barriga, isso é normal? Qual o tempo de gravidez seguro pra não ter um aborto espontâneo?
Dr Marcos: Se essa mulher perdeu quatro gestações, ela tem que ter bastante cuidado nessa nova gestação. Uma das perguntas que se faz é, se nas perdas passadas ela chegou a investigar a encontrar uma causa que possa ser tratada, porque se ela tinha um motivo pra ter os quatro abortos e ela não tratou ela não está fazendo nada, ela pode aumentar o risco de ter um quinto aborto. Então o aconselhável é já que ela está com a gravidez em andamento, e pra diminuir esse risco, pode se fazer uma ciclagem no colo do útero se for decidido pra ter menção da perda tardia, agora dizer que ela vai zerar o risco ou que não tem nenhum risco é muito difícil porque você tem um histórico de quatro perdas. Essa paciente precisa de pré-natal de alto risco, ela precisa de um acompanhamento muito frequente, pra que você possa minimizar os riscos de perda dela.
Repórter: Doutor é possível que uma pessoa que tenha feito vasectomia a vinte anos possa fazer Fertilização in vitro? Há chance ou é impossível?
Dr Marcos: Há chance sim, mesmo que tenha sido realizada uma vasectomia a vinte anos atrás.
Repórter: Por métodos feitos totalmente diferente dos de hoje?
Dr Marcos: Pois é, mudou, a reprodução melhorou a captação de espermatozoides, você pode tentar captar espermatozoides a partir do epidídimo, a partir do próprio testículo, então não é um impedimento, pode ser até um fator de dificuldade, mas a grande maioria poderá se submeter a fertilização in vitro, com coleta dos espermatozoides a partir dos testículos, onde você consegue um bom número de espermatozoides pra tentar fazer uma fertilização in vitro.
Repórter: Ou seja, quem faz vasectomia não deixa de produzir espermatozoides, deixa apenas de junta-los com o liquido seminal?
Dr Marcos: É, os espermatozoides ficam ali no nível do epidídimo, a nível do testículo, ele não chega no meio externo. No meio do caminho, quando ele está caminhando pra ir pra o ejaculado é interrompida a passagem onde ele poderia ir.
Repórter: Então existe esperança. Enquanto existir espermatozoide existe esperança?
DrMarcos: Exatamente. Mesmo que ele não esteja chegando, é uma questão de transporte. Então você vai no testículo e capta direto do testículo.
Repórter: O que é FIV doutor?
Dr Marcos: Fertilização em vitro.
Repórter: Após a FI a mulher pode manter uma rotina comum, viajem aérea, por exemplo?
Dr Marcus: Essa pergunta não tem uma resposta digamos concreta, correta pra ela. A gente sempre sugere que os casais não viagem imediatamente. Então se você fez uma fertilização em vitro hoje, espere o teste de gravidez, se esse teste dá positivo você espera saber quantos embriões são, quanto maior o número de embriões intra útero maior o risco de perda. A questão da viagem aérea tem a diferença de pressão, se essa mulher fez a fertilização em vitro, se ela está gravida, se tem um risco maior de fenômenos tromboembolismo. A viagem aérea também associa riscos, então assim, se você precisar mesmo viajar, pode viajar; se você pode evitar essa viajem é melhor. Seriam viagens absolutamente necessárias, se possível adiar essa viagem. É melhor esperar o 3° ou 4° mês de gravidez, quando as coisas já estão bem mais definidas, o número de embriões que implantou e o próprio andamento natural da gravidez.
Repórter: Viajar de carro, ou de ônibus?
Dr Marcus: De carro ou de ônibus pra pequenas distancias é uma melhor opção do que o avião.
Repórter: O avião por conta da despressurizarão pode afetar em alguma coisa.
Dr Marcus: O aumento de pressão, que aumenta o risco de tromboembolismo.
Repórter: doutor, não tenho mais trompas, mas ovulo normalmente, tenho uma menstruação também normal. Gostaria de saber se ainda posso engravidar e de que forma? Tenho 41 anos e meu ginecologista diz que meu útero é perfeito, tenho dois filhos e o menor tem 21 anos.

Dr Marcus: Poder engravidar provavelmente ela poderia, mas como ela não tem mais trompas o método seria a própria fertilização. Você vai colher esses óvulos e juntar com o espermatozoide do esposo, preparar o embrião ou os embriões e colocar no útero; esse seria um ponto. O segundo ponto seria ver a qualidade e a quantidade de óvulos que ela poderia produzir para o processo de fertilização em vitro. Então são duas as questões, a primeira é a trompa, essa trompa fazendo in vitro você consegue contornar. A segunda é o ovário que não é tão contornável, você fica na dependência da qualidade de produção de óvulos deste ovário.
Repórter: Agora é muita coragem começar tudo de novo depois de 21 anos.
A telespectadora tem 35 anos de idade, a 8 anos teve o diagnóstico de variante de síndrome de Turner, desde então ela faz reposição hormonal com cicloprimogyna e gostaria de saber se existe algum tratamento pra ela engravidar porque ela deseja muito ser mãe. Vamos explicar primeiro o que é a síndrome de Turner.
Dr Marcus: Ela tem uma alteração no cromossomo talvez genético. Oque você precisa ver ai Carla é se há produção ou não de óvulos, ou seja qual é o funcionamento do ovário dela, em relação a ter ou não óvulos vai definir o tipo de tratamento que ela pode fazer. Em uma mulher que tem, por exemplo, uma falência ovariana, que tem uma deficiência ovariana na produção de óvulos, se ela tiver o útero direitinho sem problemas ela pode captar, fazer a captação dos óvulos, por óvulos doados, óvulos doados se ela tiver, e inseminar com o sêmen do esposo esses óvulos, colocar os embriões no útero na mãe. Isso seria uma situação, a outra situação é se ela tiver produção ovular ai ela poderia tentar fazer o tratamento com óvulos próprios.

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Dr. Marcus Bessa
Dra. Rayanne Pinheiro